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	<title>101 Coisas em 1001 dias</title>
	<link>http://www.patriciamuller.com/101</link>
	<description>Quais são suas metas?</description>
	<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 05:38:42 +0000</pubDate>
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		<title>&#8220;Rede Social&#8221; 101 Coisas em 1001 Dias</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 05:37:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia</dc:creator>
		
	<category>Novidades</category>
	<category>Comunidade</category>
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		<description><![CDATA[A lista de discussão do projeto 101 coisas em 1001 Dias cresceu bastante nos últimos meses e conforme as pessoas foram se conhecendo, senti vontade de tornar esta interação mais pessoal e mais rica. Enquanto isso, fui convidada para participar de uma comunidade do site Ning.com e após alguns dias avaliando as funcionalidades do sistema [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A lista de discussão do projeto 101 coisas em 1001 Dias cresceu bastante nos últimos meses e conforme as pessoas foram se conhecendo, senti vontade de tornar esta interação mais pessoal e mais rica. Enquanto isso, fui convidada para participar de uma comunidade do site <a href="http://www.ning.com">Ning.com</a> e após alguns dias avaliando as funcionalidades do sistema cheguei à conclusão de que seria perfeito para o que eu tinha em mente.</p>
<p>Na semana passada abrimos a comunidade para os participantes da nossa lista de discussão para um período de testes e agora abro o convite a todos os participantes do projeto e interessados a se juntarem a nós.</p>
<div style="text-align: center"><a href="http://101coisas.ning.com/?xgi=beWbS5z"><img id="image22" alt="Comunidade 101 Coisas em 1001 Dias" src="http://www.patriciamuller.com/101/wp-content/uploads/2008/03/ning_101.jpg" /></a></div>
<p>Para se cadastrar, basta clicar <a href="http://101coisas.ning.com/?xgi=beWbS5z">neste link</a>. Preencha os seus dados de perfil, suba sua foto e interaja. Para quem não conhece, cada usuário tem uma página de perfil personalizável, com direito a blog, espaço para fotos, vídeos e música, recados e há também um fórum de discussão. Em outras palavras, é uma rede social, assim como o Orkut. A comunidade é fechada, ou seja, somente usuários cadastrados visualizam o conteúdo.</p>
<p>As pessoas que querem participar do projeto mas não sabem como criar um blog ou publicar sua lista podem utilizar o blog interno da comunidade para esta finalidade. É muito simples de usar e não requer nenhum conhecimento técnico.</p>
<p>Aguardo vocês por lá.
</p>
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		<title>Lista de discussão do projeto</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Sep 2007 09:08:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia</dc:creator>
		
	<category>Sobre o Projeto</category>
	<category>Novidades</category>
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		<description><![CDATA[Nos últimos meses o projeto 101 Coisas em 1001 Dias cresceu bastante em número de participantes. Eu resolvi, então, criar uma lista de discussão para que as pessoas interessadas em trocar idéias sobre o projeto e sobre como atingir suas metas - bem como trocar experiências de sucesso, dificuldades, etc&#8230; - possam interagir. Então queria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos meses o projeto 101 Coisas em 1001 Dias cresceu bastante em número de participantes. Eu resolvi, então, criar uma lista de discussão para que as pessoas interessadas em trocar idéias sobre o projeto e sobre como atingir suas metas - bem como trocar experiências de sucesso, dificuldades, etc&#8230; - possam interagir. Então queria convidar você, participante do projeto, a entrar para esta lista. Ela foi criada no Yahoo Grupos e para entrar é muito simples, podendo ser feito de duas formas:</p>
<ol>
<li>Se você tem uma conta no Yahoo, cadastre-se através do link abaixo (pode também usar a segunda alternativa, se preferir):<br />
<a href="http://br.groups.yahoo.com/group/101coisas/join">http://br.groups.yahoo.com/group/101coisas/join</a></li>
<li>Se você não tem conta no Yahoo, envie um email (através da conta que você quer usar para enviar e receber mensagens da lista) para:<br />
<strong>101coisas-subscribe [arroba] yahoogrupos.com.br</strong><br />
<em>(Caso opte por esta forma, não se esqueça de configurar sua conta de email para aceitar emails vindos do endereço da lista, caso contrário cada participante que enviar uma mensagem terá que passar pelo processo de aprovação de mensagens do seu provedor de email para que você as receba).</em></li>
</ol>
<p>Na realidade, eu acho que um fórum seria também uma boa opção, até cheguei a pensar em possíveis sub-fóruns tais como Produtividade, Motivação, etc. Fóruns têm vantagens sobre listas de discussão, na minha opinião. No entanto, demandam tempo e dedicação dos moderadores, dos quais eu infelizmente não posso dispor no momento, então esta idéia fica para o futuro caso vocês se interessem.</p>
<p>Por enquanto, espero vocês na nossa lista de discussão. <img src='http://www.patriciamuller.com/101/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />
</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Meme: Pay it Forward - Participe!</title>
		<link>http://www.patriciamuller.com/101/sobre/meme-pay-it-forward-participe/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Sep 2007 16:15:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia</dc:creator>
		
	<category>Sobre o Projeto</category>
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		<description><![CDATA[Queria propor um meme aos participantes do projeto. Sempre que alguém adiciona o link para sua lista aqui no site, eu vou ler a lista do novo participante. E já notei que há coisas nas listas de algumas pessoas com as quais eu pessoalmente poderia contribuir. Ou com informação, ou com um contato, ou com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Queria propor um meme aos participantes do projeto. Sempre que alguém adiciona o link para sua lista aqui no site, eu vou ler a lista do novo participante. E já notei que há coisas nas listas de algumas pessoas com as quais eu pessoalmente poderia contribuir. Ou com informação, ou com um contato, ou com uma experiência, ou com um objeto, etc. Com isso em mente, pensei que cada participante do projeto poderia ter algo a contribuir para uma meta da lista de um outro participante. Estamos todos no mesmo barco, certo? Todos querendo conquistar determinados objetivos. Então por que não ajudarmos uns aos outros?</p>
<p>Então a proposta é a seguinte:</p>
<ol>
<li>Vá na <a href="http://www.patriciamuller.com/101/?page_id=2">página onde estão os links para os blogs participantes</a>.</li>
<li>Visite alguns blogs e leia algumas listas até encontrar algo com que possa contribuir e entre em contato com o(a) dono(a) do blog através de email ou de um comentário.</li>
<li>Seja generoso(a) dentro das suas possibilidades. Contribua com algo que vá fazer a diferença para a pessoa com aquela meta. Pode ser que a pessoa queira algo material que você tem encostado na sua casa (um perfume, um livro, um filme, etc). Pode até ser que vocês descubram coisas que possam trocar. Ou então a pessoa quer aprender Flash e você tem uma apostila ou material de um curso que fez e pode enviar por email. Ou ela quer viajar para algum lugar para onde você já foi e você pode enviar um email com dicas. Enfim, faça algo dentro das suas possibilidades que vá de fato ajudar aquela pessoa a conquistar uma meta específica. Faça sem esperar nada em troca, faça de coração. Mas faça a diferença.</li>
<li>Se alguém fizer algo por você, retribua o favor à mesma pessoa se possível - e se não houver nada na lista da outra pessoa em que você possa ajudar, ajude um outro participante. Esta é a única regra fixa - se você recebeu um favor, tem que fazer algo por alguém também, podendo ser o mesmo participante ou não (mais ou menos como naquele filme &#8220;Pay it Forward&#8221; (A corrente do Bem), daí o nome do meme). A idéia não é necessariamente trocar favores, mas criar um movimento de pessoas se ajudando. Seu favor pode não ser retribuído pela pessoa a quem você ajudou, mas quanto mais gente participar, maiores as chances de você ser ajudado por um outro participante.</li>
<li>Poste no seu blog sobre o meme para ajudar a divulgar. Isso aumenta as chances de o maior número de pessoas receberem algo. Poste também se você ajudou alguém. Poste se alguém lhe ajudou.</li>
<li>Além de postar no seu blog, deixe também um comentário neste post sobre a experiência, quer você tenha feito ou recebido algo.</li>
<li>Você não precisa se limitar a um único favor. Não existem regras quanto a isso. Faça o que puder e o que lhe fizer sentir bem. Um, cinco ou dez favores, não importa.</li>
<li>Não há limite definido para este meme, ele é permantente a partir de hoje. Todo mundo pode participar a qualquer momento, independentemente do tempo em que já participa do projeto.</li>
</ol>
<p>Espero que vocês se disponham a participar, pois como já diz o ditado, é dando que se recebe. Quando aprendemos a ser generosos, atraímos generosidade em troca. Vamos tentar?
</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Inspiração e alternativas para criar sua lista</title>
		<link>http://www.patriciamuller.com/101/dicas/inspiracao-e-alternativas-para-criar-sua-lista/</link>
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		<pubDate>Wed, 06 Jun 2007 00:42:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia</dc:creator>
		
	<category>Artigos e dicas</category>
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		<description><![CDATA[Pra quem está procurando inspiração pra fazer a lista, vou passar alguns links, em inglês infelizmente, mas que podem ajudar com algumas idéias. São links para o site Lists of Bests.
Listas em inglês de 101 Coisas em 1001 Dias que não estão necessariamente listadas no site original em inglês. (são 112 listas nesta data)
Compilação algorítmica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pra quem está procurando inspiração pra fazer a lista, vou passar alguns links, em inglês infelizmente, mas que podem ajudar com algumas idéias. São links para o site <a target="_blank" href="http://www.listsofbests.com">Lists of Bests</a>.</p>
<p><a target="_blank" href="http://www.listsofbests.com/list/4587/people">Listas em inglês de 101 Coisas em 1001 Dias que não estão necessariamente listadas no site original em inglês.</a> (são 112 listas nesta data)</p>
<p><a target="_blank" href="http://www.listsofbests.com/average_list/view/things/101+things+in+1001+days">Compilação algorítmica de todas as listas de 101 Coisas em 1001 Dias contidas no site Lists of Bests.</a></p>
<p><a target="_blank" href="http://www.listsofbests.com/list/4587/people">Usuários com listas de 1001 Coisas que qurem fazer antes de morrer</a> (clique em cada um dos usuários para acessar as listas)</p>
<p><a target="_blank" href="http://www.listsofbests.com/average_list/view/things/1001+things+to+do+before+you+die">Compilação algorítimica de todas as listas de 1001 Coisas pra fazer antes de morrer contidas no site Lists of Bests.</a></p>
<p>Quem quiser pode se cadastrar no <a target="_blank" href="http://www.listsofbests.com">site</a>, ou no <a target="_blank" href="http://www.43things.com">43 Things</a> e fazer sua própria lista lá mesmo. É uma boa opção pra quem não quer criar um blog para o projeto mas quer participar. No 43 Things dá pra postar o andamento e os dois sites são interligados.</p>
<p>Então ficam as dicas para quem está buscando inspiração e para quem quer uma alternativa ao blog para participar do projeto. Infelizmente estes sites sao todos em ingês, então pra quem não fala não adianta muito.</p>
<p>Existem outros sites que permitem fazer listas também, como por exemplo o <a target="_blank" href="http://www.google.com/url?sa=t&#038;ct=res&#038;cd=1&#038;url=http%3A%2F%2Fwww.tadalist.com%2F&#038;ei=0QlmRrS9KaHowQLB4fj6Bg&#038;usg=AFQjCNENIYK_Z2fq8NAvi9Y8H4n-cX5kMw&#038;sig2=ga6nSEMpwHNkKAtZYTun4Q">Tada Lists</a> (é um pouco diferente dos sites acima, mas também é uma opção). Se houver interesse eu posso compilar estes outros sites e postar aqui no blog, mas vai depender da quantidade de pessoas interessadas nestas alternativas. Então, quem tiver interesse deixe um comentário, por favor.
</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Experiências de 30 Dias</title>
		<link>http://www.patriciamuller.com/101/dicas/experiencias-de-30-dias/</link>
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		<pubDate>Sun, 14 Jan 2007 06:01:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia</dc:creator>
		
	<category>Artigos e dicas</category>
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		<description><![CDATA[Uma vez eu li sobre um estudo que dizia que 21 dias (3 semanas) são o período necessário para se condicionar novos hábitos - quebrar vícios, estabelecer hábitos novos ou alterar hábitos antigo. Em outras palavras, se você quer incorporar um hábito novo na sua vida ou alterar ou cortar um já existente, tudo o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma vez eu li sobre um estudo que dizia que 21 dias (3 semanas) são o período necessário para se condicionar novos hábitos - quebrar vícios, estabelecer hábitos novos ou alterar hábitos antigo. Em outras palavras, se você quer incorporar um hábito novo na sua vida ou alterar ou cortar um já existente, tudo o que você tem a fazer é conscientemente manter o esforço repetitivo por 21 dias, após os quais seu cérebro e seu corpo passarão a reconhecer o novo hábito como estabelecido, repetindo automaticamente o novo padrão - de forma que o esforço consciente passa a não mais ser mais (tão) necessário. Eu não me lembro onde li sobre isso originalmente, não lembro quem fez o estudo, portanto não sei nada sobre a credibilidade desta informação, mas eu achei interessante e guardei na cabeça. Sempre pensei que, ainda que a quantidade de dias no estudo possa ser questionável, o conceito em si era interessante.</p>
<p>Tem muitos anos que eu li sobre isso e, embora eu nunca tenha objetivamente testado o conceito, acredito que seja de consenso geral que o início, ou os primeiros passos ou primeiros dias de qualquer mudança, são em geral os mais difíceis. Depois que você começa, a coisa parece que anda sozinha. Então, acho seguro afirmar que algum fundamento há neste estudo.</p>
<p>No ano passado eu li um <a target="_blank" title="30 Days To Success - Steve Pavlina" href="http://www.stevepavlina.com/blog/2005/04/30-days-to-success/">artigo</a> no blog do <a target="_blank" href="http://www.stevepavlina.com/blog">Steve Pavlina</a> (que, aliás, recomendo pra todo mundo que fale inglês) falando sobre <strong><em>&#8220;30 Days Trials&#8221;</em></strong> - ou <strong>Experiências/Testes de 30 Dias</strong>. Neste artigo, o Steve fala sobre um conceito muito parecido com o do estudo descrito acima, mas baseado na idéia dos programas shareware: programas shareware são aqueles que você pode instalar no seu computador para testar e avaliar por um período de &#8220;x&#8221; dias (muito comumente 30 dias), após os quais você deverá ou comprar o software para poder continuar a utilizar ou então pode optar por desinstalá-lo do computador, já que é necessário um código para que continue funcionando após o período de avaliação (que você recebe se compra o produto). Com esta analogia em mente, o Steve escreve o artigo sugerindo que as pessoas façam experiências de 30 dias com hábitos que queiram condicionar, dando exemplos pessoais práticos de como isso já foi útil na vida dele.</p>
<p>Quando li o artigo, na hora lembrei do estudo dos 21 dias. E pensei comigo: <em>&#8220;Interessante, embora não seja exatamente a mesma coisa e, aparentemente, ele não tenha baseado as experiências neste estudo, aqui estão exemplos reais que parecem embasar a teoria na prática.&#8221;</em> Neste artigo, ele sugere uma série de situações em que experiências de 30 dias podem ser utilizadas e faz uma análise do porquê da técnica ser eficiente, com base nas suas experiências pessoais. Se você fala inglês, não deixe de <a title="30 Days To Success - Steve Pavlina" target="_blank" href="http://www.stevepavlina.com/blog/2005/04/30-days-to-success/">ler o artigo na íntegra</a>, mas para aqueles que não falam, vamos explorar um pouco estas idéias, que podem ser úteis em uma série de ítens da nossa lista - além de nos dar idéias para ítens novos.</p>
<p>Se vocês notarem, na minha lista eu tenho tarefas delimitadas por períodos de tempo. Esta delimitação tem o objetivo primário de permitir a mensuração do resultado, ou seja, se você tiver uma tarefa descrita como &#8220;parar de tomar refrigerante&#8221;, quando é que você considera esta tarefa cumprida se não definir um período? Mas, além disso, quando eu escrevi algumas das minhas metas, eu levei em conta a possibilidade do estudo dos 21 dias ter fundamento e vi como uma boa oportunidade de testar o conceito na prática. Depois de ler o artigo do Steve, eu percebi também que podia usar algumas idéias para testar coisas que eu não tenho ainda certeza se trarão ou não resultados positivos, mas que valem a experiência, na pior das hipóteses.</p>
<p>Voltando ao artigo, ele diz que quando encaramos uma mudança como algo definitivo, permanente, às vezes &#8220;pra sempre&#8221; ou &#8220;nunca mais&#8221; podem parecer assustadores - assustadores o suficiente para nos impedir de começar. No entanto, se você alterar esta perspectiva e encarar a mudança como temporária, fazendo um acordo consigo mesmo estabelecendo que após o período de 30 dias você poderá voltar ao que era antes se quiser, psicologicamente a tarefa fica mais fácil. Na prática, o esforço necessário é exatamente o mesmo, mas as chances de você se sabotar psicologicamente ficam menores. Primeiro, porque ao invés de estar lidando com &#8220;pra sempre&#8221; ou &#8220;nunca mais&#8221;, você vê a luz no fim do túnel - o final dos 30 dias. Além disso, se você vai fazer algo por um mês e ponto final, ter um prazo para manter consistência reduz a probabilidade de você dar a si próprio a desculpa de &#8220;depois eu faço&#8221;, afinal o que você tem que fazer é repetir algo diariamente por um mês - e ele está correndo. Não tem depois, a hora é agora&#8230; Uma vez iniciado o processo, se você pular um dia, você já sabotou a tarefa (que é fazer algo consistentemente por 30 dias consecutivos) e terá que recomeçar. É evidente que o sucesso de uma experiência como esta vai depender do seu comprometimento, como qualquer outra coisa, mas se comprometer com algo por 30 dias é mais fácil do que se comprometer com algo pra sempre.</p>
<p>Depois dos 30 dias, você terá resultados e informações suficientes para julgar a mudança e, uma vez já acostumado com o novo hábito, fica bem mais fácil mantê-lo indefinidamente se você optar por isso. Caso contrário, simplesmente retorne ao hábito antigo e caso encerrado.</p>
<p>O interessante é que, depois de ser bem-sucedido(a) em manter uma decisão consistentemente por um mês, você terá aumentado sua auto-confiança para fazer o mesmo com outras decisões e muito mais força de vontade para manter a decisão em questão (caso seja esta sua opção), porque você não vai querer desperdiçar o investimento (empenho) e o retorno conquistados nos 30 dias. Mesmo que você ainda precise investir esforço consciente e manter uma certa disciplina, como você já tem 30 dias de resultados, dificilmente vai voltar atrás se aquela mudança trouxe bons resultados para sua vida.</p>
<p>Agora, o que este artigo trouxe de novo para mim - já que o conceito em si eu já conhecia - foi a idéia de utilizar experiências de 30 dias para testar hábitos que eu não sei que resultados trarão e vivenciar experiências novas. O Steve dá alguns exemplos e faz algumas sugestões de testes de 30 dias que eu achei muito interessantes, tais como:</p>
<ul>
<li>Ficar sem assistir TV por 30 dias (isso eu já fiz e foi excelente! Eu ainda assisto TV, mas muito esporadicamente, certamente muito menos do que assistia antes do teste. O que esta experiência me mostrou foi que eu podia fazer muito melhor uso do meu tempo e assistir TV somente quando realmente quero relaxar e não quero fazer coisas mais produtivas.)</li>
<li>Conhecer uma pessoa nova todo dia, iniciar uma conversa com alguém novo todo dia</li>
<li>Sair toda noite, ir cada dia a um lugar diferente</li>
<li>Limpar e organizar sua casa ou um cômodo específico todo dia (útil para aqueles quartos cheios de tranqueiras que você quer organizar há tempos! Use os 30 dias para arrumar um pouquinho por dia.)</li>
<li>Chamar alguém pra sair todo dia (se as pessoas vão sair ou não com você são outros quinhentos, o teste consiste em tentar. Se sua taxa de sucesso for 3%, ao menos você saiu com uma pessoa nova, quem sabe até seu futuro marido/esposa). Este exemplo pode ser aplicado a qualquer coisa sujeita a taxas de retorno.</li>
<li>Vícios: ficar sem fumar, beber café, refrigerante ou qualquer outro hábito pouco saudável</li>
<li>Postar no seu blog todos os dias</li>
<li>Ler por uma hora sobre um assunto do seu interesse todos os dias</li>
<li>Meditar todos os dias</li>
<li>Aprender uma palavra nova todos os dias</li>
<li>Caminhar todos os dias</li>
<li>Testar hábitos alimentares ou dietas novas - vegetariana, macrobiótica, vegan, etc&#8230; (no caso das dietas, ele diz duas coisas interessantes: primeiro, que em geral as duas primeiras semanas são praticamente de desintoxicação do organismo e que só a partir da terceira semana é que você começa de fato a sentir os efeitos dos novos hábitos no organismo, tais como alterações nos níveis de energia, etc. Segundo, que no caso dele - que já testou várias diferentes - mesmo quando ao final do período ele optou por não mais continuar extritamente com a dieta em questão, acabou incorporando alguns tipos de alimentos que antes não comia ou não conhecia à sua dieta normal.)</li>
</ul>
<p>O que me parece fascinante é que, com esta idéia em mente, você pode testar uma série de coisas e ter experiências muito interessantes. Em outras palavras, pode extrapolar o conceito de condicionamento de hábitos e transformá-lo em uma ferramenta geradora de experiências. Se elas forem tão positivas que valham a pena serem incorporadas como hábitos, excelente. Caso contrário, ao longo dos 1001 dias (no caso específico do nosso projeto) você terá acumulado uma boa diversidade de experiências. Eu acho que o exemplo das dietas, acima, vale pra tudo. Mesmo quando você, ao término dos 30 dias, opta por voltar aos antigos hábitos, ao experimentar e testar alternativas novas você no processo aprende coisas novas também. Embora o hábito em si não se justifique integralmente, algumas das coisas que você aprendeu no processo podem ser de valia e  incorporadas como benefícios individuais.</p>
<p>Como alguns de vocês sabem, eu estou refazendo minha lista de 101 Coisas e pretendo incluir várias experiências de 30 dias entre as minhas metas. Algumas para condicionamento de novos hábitos, outras para testar coisas que eu não sei que resultado terão, mas valem a tentativa e outras para ter experiências novas.</p>
<p>Se você achou o conceito interessante, deixe nos comentários suas idéias do que fazer como experiências de 30 dias. Estou particularmente interessada em ouvir idéias menos óbvias e  convencionais - coisas como &#8220;fotografar uma pessoa diferente em uma situação específica todo dia por 30 dias&#8221;, &#8220;fazer uma mesma pergunta para 30 pessoas diferentes, uma por dia - e postar o resultado da pesquisa ou as respostas interessantes no blog&#8221;, etc. Acho que podemos reunir idéias bem interessantes por aqui, então participe.  A imaginação é o limite. <img src='http://www.patriciamuller.com/101/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />
</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Propósito</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Jan 2007 03:32:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia</dc:creator>
		
	<category>Artigos e dicas</category>
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		<description><![CDATA[Qual o propósito da sua vida? (pausa para pensar&#8230;)
De verdade, pare um minuto para pensar nisso. Por que você está aqui? Quando você estiver com 80 anos de idade e olhar para trás, o que você quer ter feito que vá te dar a sensação de uma vida bem vivida? De paz, de orgulho, de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Qual o propósito da sua vida?</strong> (pausa para pensar&#8230;)</p>
<p>De verdade, pare um minuto para pensar nisso. Por que você está aqui? Quando você estiver com 80 anos de idade e olhar para trás, o que você quer ter feito que vá te dar a sensação de uma vida bem vivida? De paz, de orgulho, de serenidade, de satisfação?</p>
<p>Eu não sei com que freqüência as pessoas pensam nisso. Às vezes tenho a impressão que uma grande quantidade de pessoas passa pela vida sem jamais fazer este tipo de questionamento. Vivem um dia atrás do outro, moldando suas vidas em expectativas e padrões sociais, inseridas num contexto altamente influenciado pela mídia, pelo consumismo e pelas circunstâncias a que estão acostumados.</p>
<p>Sempre que eu tenho oportunidade faço esta pergunta às pessoas. Tenho uma enorme curiosidade em ouvir as respostas. Nem sempre as pessoas têm respostas claras, a maioria precisa parar pra pensar. Algumas, inclusive, me olham e dizem: &#8220;Como assim??&#8221; E, na verdade, mesmo para aquelas pessoas que já pararam pra pensar nisso, esta resposta não é fácil de ser encontrada.</p>
<p>Para começar a responder esta pergunta, é importante saber que a primeira definição está em como você encara a pergunta. Dependendo do seu sistema de crenças, basicamente você pode enxergar esta questão de 3 formas:</p>
<ol>
<li>Todos já nascemos com um propósito definido e precisamos descobrí-lo.</li>
<li>Não há propósito definido e cabe a cada um de nós definir qual é o nosso propósito.</li>
<li>Não há propósito definido e não precisamos encontrar um para nossa vida. Basta viver um dia atrás do outro.</li>
</ol>
<p>Qualquer uma destas crenças é uma escolha. Mesmo que você tenha sido criado para acreditar em algo específico, você sempre tem a opção de escolher em que quer acreditar.</p>
<p>Como crenças são muito pessoais, eu não vou defender nenhuma das alternativas. Escolha a que se encaixa melhor a você. Mas, evidentemente, vou falar da alternativa que conheço melhor.</p>
<p>A minha experiência pessoal me mostrou que viver com um propósito é muito melhor do que viver sem um. Como o meu sistema de crenças já passou por muitas transformações, eu já olhei para esta pergunta das 3 formas e já vivi também as 3 perspectivas. E escolhi (sim, conscientemente escolhi) acreditar que, embora eu não possa negar totalmente a possibilidade de haver um propósito pré-programado para cada indivíduo, esta alternativa não é suficiente para mim e eu tenho livre arbítrio para definir um propósito na minha vida. Então, hoje estou no grupo de pessoas que acredita na segunda opção, sem desconsiderar completamente a primeira, optando por exercer controle sobre esta escolha enquanto minha experiência pessoal não encontrar nenhuma evidência de que eu deva mudar de opinião.</p>
<p>O grupo de pessoas que acredita na primeira opção, vai tender a buscar em suas experiências pessoais dicas que apontem o caminho. O trabalho neste caso está em buscar experiências e manter-se atento, mas é uma postura mais passiva, pois o trabalho é de descoberta e não de definição.</p>
<p>Já as pessoas que acreditam na segunda opção, tendem a ter uma postura mais pró-ativa, já que o processo é de definição e não de descoberta.</p>
<p>Em geral, pessoas no grupo das que acreditam na terceira opção são atéias, mas ainda assim, ateus podem escolher dar um propósito para suas vidas, ainda que seja para tirar melhor proveito da sua estadia no nosso planetinha azul.</p>
<p>Escolher um propósito é uma tarefa intimamente ligada ao reconhecimento dos nossos valores. Sem isso, não dá pra se definir um propósito conscientemente. Cada pessoa tem uma escala de valores. Para algumas, a família é o mais importante. Para outras, o dinheiro, o sucesso profissional. Para outras, reconhecimento ou contribuição, independentes ou não de retorno financeiro. Indo um pouco mais a fundo, valores estão em palavras como liberdade, aceitção, ambição, coragem, equilíbrio, paz, desafio, desenvolvimento, paixão, diversidade, fidelidade, amor, independência, companheirismo, amizade, integridade, honra, conhecimento, privacidade, controle, altruísmo, simplicidade, verdade e assim por diante.</p>
<p>Na nossa sociedade somos condicionados a colocar lá no topo (ou no minimo perto do topo) da nossa escala de valores o sucesso financeiro, freqüentemente associado a reconhecimento profissional. Olhe em volta. Quantas pessoas você conhece que não vivem suas vidas tendo este como um de seus principais valores? Se elas próprias não estão buscando isso, valorizam isso de alguma forma nas pessoas à sua volta. E assim, a grande maioria das pessoas passa a vida trabalhando em busca de algo que foi condicionado a valorizar - e sobra bem pouco tempo para questionarmos se é isso mesmo que queremos, não é? Já está se sentindo um ratinho de laboratório ou um fantoche dentro deste cenário? É pra se sentir mesmo! Você é parte da máquina capitalista e ela está definindo seu propósito por você, porque é altamente conveniente.</p>
<p>Não estou dizendo que as pessoas não devam trabalhar, não me entendam mal! Estou simplesmente dizendo que você não deve se deixar cegar pelos valores que nos são impostos, senão, aos 80 anos, você vai olhar pra trás e reconhecer, quando for tarde demais, que não fez muitas escolhas na vida - embora <strong>parecesse</strong> que estava fazendo. Você pode ter escolhido empregos, que carreira seguir, onde foi morar, etc. Mas todas estas escolhas estão contidas dentro de uma bolha de expectativas. É como o ratinho de laboratório no labirinto, achando que está fazendo escolhas ao virar à direita ou à esquerda, quando a liberdade de escolha, de fato, está em perceber que <strong>não é preciso ficar no labirinto</strong>. Que há outras coisas lá fora que você não está enxergando enquanto está ocupado demais seguindo o cheiro do queijo. Parar para pensar no seu propósito significa sair deste labirinto, ou desta bolha se preferir, e perceber que você pode criar sua própria realidade, contendo suas escolhas reais, com base no que é importante para você e nos seus valores. Isso se resume em uma palavra: liberdade.</p>
<p>Então, se eu já te dei pelo menos um bom motivo para definir seu propósito, independentemente do seu sistema de crenças, voltemos aos valores:</p>
<p><strong>O que é importante pra você?</strong></p>
<p>&#8230;..</p>
<p><strong>PARE!</strong> Volte&#8230; Não o que te <strong>ensinaram</strong> que é importante&#8230; O que é importante pra <strong>você</strong>? Se você conseguir responder honestamente que é trabalhar a vida toda para atingir sucesso profissional, ou você foi muito bem condicionado ou então o &#8220;labirinto capitalista&#8221; é de fato o lugar certo para você. Mas ainda assim, ao menos se dê ao trabalho de sair dele e olhá-lo de fora, para poder dizer a si mesmo que está ali por opção e não por condicionamento. Tem uma grande diferença.</p>
<p><strong>Por que é importante entender muito bem quais são nossos valores?</strong></p>
<p>Porque são eles que vão guiar a definição do propósito. E a definição do propósito irá guiar suas escolhas. Vou dar um exemplo: outro dia fiz esta pergunta para uma pessoa que me respondeu que seu principal valor era paz, que para ela não havia nada de mais importante na vida. Em outras palavras, o que esta pessoa quer é viver em paz - não ficar rica, nem ter uma casa na praia, etc. Ela sabe que parte desta paz vem de estabilidade financeira, mas a estabilidade financeira não é a sua meta de vida, é um meio. Se ela encontrar outros meios de viver em paz, a estabilidade financeira deixa de ser importante. Então, uma pessoa com este valor, quando encarar uma situação de escolha na vida, se estiver consciente daquilo que realmente quer, vai sempre tender a escolher a opção que a coloca mais perto da paz, que é seu objetivo primário. Possivelmente, pessoas com valores diferentes vão olhar para esta escolha e torcer o nariz. Mas, no fim do dia, esta pessoa vai deitar a cabeça no travesseiro, coincidentemente em paz com sua escolha. E no fim, não é só isso que importa? Não é você sozinho que carrega seus dias, suas escolhas e sua história? Esta pessoa que mencionei não tem um propósito ainda. Na verdade, nem sei se quer ter. Mas já tem sua escala de valores bem definida, o que já é meio caminho andado.</p>
<p>Uma vez definida sua escala de valores (que é um profundo processo de auto-conhecimento), chega a hora de entender como traduzir estes valores em um propósito. O propósito é uma afirmação clara do que você quer realmente fazer com o resto da sua estadia por aqui. Esta definição tem um potencial enorme para guiá-lo em todas as suas escolhas, dar a você a sensação de liberdade como ser humano e a oportunidade de viver uma vida da qual você vai se orgulhar aos 80 anos de idade. Mais ainda, ter um propósito claro, poupa tempo que é uma das poucas coisas sobre as quais não temos nenhum controle na vida - e que uma vez perdido, não pode ser recuperado. Entender ou definir exatamente o que estamos fazendo aqui e o que queremos desta experiência chamada vida, nos ajuda a rejeitar escolhas que não estão alinhadas com nosso propósito, evitando que percamos tempo valioso fazendo coisas que não nos acrescentam nada. Isso tudo, independentemente de você acreditar que pra lá da ponte tem um céu, um inferno ou um purgatório, que há outras vidas a serem vividas ou que não tem ponte nenhuma e seu único destino é virar pó. A alternativa - viver um amontoado de dias, meses e anos correndo por um labirinto como um ratinho de laboratório - é muito menos atraente, não?</p>
<p>O propósito deve ser algo amplo o suficiente que possa ser aplicado a situações diferentes, idades difrentes, escolhas diferentes, perspectivas diferentes. Mas também específico o suficiente para servir como guia e, portanto, deve refletir seus principais valores - não apenas um necessariamente. Paz não é um propósito, é um valor. Uma pessoa cujos valores primários sejam paz e contribuição, por exemplo (usando apenas dois valores para simplificar o exemplo), pode ter um propósito como &#8220;Adquirir e manter paz na minha vida sem interferir na paz e escolhas alheias, contribuindo pro-ativamente para promover paz às pessoas à minha volta e ao mundo&#8221;. Uma pessoa com este propósito, provavelmente vai buscar dedicar boa parte do seu tempo (profissionalmente, inclusive) a atividades que promovam a paz (como causas humanitárias, por exemplo), a ajudar outras pessoas em dificuldades, viver respeitando as escolhas alheias, evitando conflitos desnecessários, ensinando seus filhos a serem tolerantes e carinhosos e assim por diante. Ao mesmo tempo, esta pessoa vai rejeitar escolhas que não estejam alinhadas com seu propósito - como por exemplo se relacionar com pessoas agressivas, aceitar um emprego que paga bem, mas rouba sua vida pessoal, morar em uma cidade em que passar 4 horas no trânsito diariamente é o padrão, etc. Através deste exemplo, fica fácil entender como ter um propósito ajuda imensamente a mantermos o foco nas coisas que são realmente importante para nós, não?</p>
<p>Não existe propósito certo ou errado. Existe o propósito certo para você. E ele deve estar alinhado com seus valores. Se seu principal valor é, de verdade, sucesso financeiro, seu propósito deve refletir isso. Se o que é importante pra você é variedade de experiências, ídem. Se é se desenvolver como pessoa e ser humano, ídem. Outro ponto fundamental é internalizar seu propósito de forma que você esteja de fato comprometido(a) com ele. De nada serve um propósito se ele é apenas algo que você escreveu num papel, mas não incorpora na sua vida.</p>
<p>Compreender a fundo seus valores e definir - ou mesmo encontrar - um propósito pode ter um impacto significativo na sua vida. Pode mudar tudo. Pode te fazer perceber que está na carreira errada, no lugar errado, no relacionamento errado, etc. Pode fazer você olhar para sua lista de 101 Coisas, como aconteceu comigo, e pensar: &#8220;Não é nada disso! Preciso começar do zero.&#8221; Mas se você tem medo de mudanças, talvez ainda não esteja pronto para sair da bolha. Entretanto, só o fato de você reconhecer que tem medo do impacto que isso pode causar na sua vida, já é um passo muito importante. O caminho para mudar isso é trabalhar seus medos e enfrentá-los, mas não os ignore! Se você quer viver uma vida que tenha significado para você, não pode se conformar em viver em negação, confinado dentro dos seus medos e receios. Pode acontecer também de você perceber que, de alguma forma, já está relativamente - ou consideravelmente - alinhado(a) com seu propósito. Mas ter consciência sobre ele vai te manter no curso certo.</p>
<p>Um dos efeitos que viver com um propósito pode ter na vida e no dia-a-dia de uma pessoa é servir como um guia para tomada de decisão. Se você sabe onde quer chegar, se seu propósito é claro para você, quando deparado com uma situação de escolha você pode se perguntar: &#8220;Isso me coloca mais perto ou me afasta do meu propósito? Isso acrescenta algo ao que eu quero de verdade pra mim ou não? E, se não, o que eu poderia estar fazendo no lugar desta alternativa que esteja mais em sintonia com o que eu quero?&#8221; As escolhas ficam muito mais simples - não somente as grandes escolhas, mas também as decisões menores do dia-a-dia. Imagine o tempo valioso que você tem a ganhar rejeitando escolhas &#8220;erradas&#8221; e abraçando as escolhas certas pra você! Imagine a proporção de experiências positivas e gratificantes que você pode passar a ter se tiver claro na sua cabeça e no seu coração que está no caminho certo! Imagine a sensação de liberdade derivada da internalização de um propósito que faz tanto sentido pra você e te motiva tão intensamente que você e ele parecem ser uma coisa só&#8230; Imagine viver com muito mais certezas do que dúvidas sobre as suas escolhas. Imagine viver sua vida diariamente se sentindo motivado, apaixonado, confiante, inspirado, livre! Agora páre de imaginar e tome uma atitude, porque tudo isso está ao seu alcance se você for capaz  de se destacar do contexto atual da sua vida, entender quanto do seu verdadeiro &#8220;eu&#8221; está alinhado ou não com este contexto e perceber que mudá-lo é mais possível do que parece. É assim que vive uma pessoa consciente do seu propósito. Quando você vive o seu propósito, ele é tão significativo para você, que o que as outras pessoas acham simplesmente não importa. Críticas às suas escolhas simplesmente não te afetam, porque a sua convicção é muito mais forte do que a opinião alheia sobre a sua vida.</p>
<p><strong>E se meus valores mudarem ao longo dos anos?</strong></p>
<p>Reveja seu propósito. Refaça o processo. Viva o que faz sentido pra você em cada etapa da sua vida. Mas se você se aprofundar de verdade no processo da primeira vez, é provável que consiga definir um propósito tão significativo, que reflete tanto quem você realmente é em essência, que ele não sofrerá tanta alteração ao longo dos anos.</p>
<p><strong>Nossa, mas vai dar trabalho!</strong></p>
<p>Ah, vai&#8230; Vai sim! Trabalhar pra pagar as contas também dá. Criar um filho também dá. Construir uma casa também dá. Mas a recompensa é enorme e vale a pena. Vale a sua vida bem vivida. O tempo vai passar pra todo mundo, você vai usar este tempo de alguma forma de qualquer jeito. Como você prefere usar este tempo? Escolhendo conscientemente o que quer fazer ou dando voltas perdido no labirinto, enquanto alguém puxa um queijinho dizendo que aquilo é a melhor coisa do mundo, que é atrás do queijinho que você tem que ir, te distraindo da realidade do lado de fora, onde tem um banquete cheio de opções que você nem conhece ainda?</p>
<p>A escolha é sua.</p>
<p>Eu estou exagerando para fazer você pensar. Eu não acho de verdade que as pessoas que não definem um propósito para a sua vida sejam ratos de laboratório. Mas eu acho, isso sim, que se você nunca ao menos faz estes questionamentos na sua vida, está bem perto disso. E acredito, sinceramente, que viver com um propósito seja muito mais produtivo e gratificante do que viver sem um. É uma escolha. Eu ainda não tenho meu propósito 100% definido, mas estou bem perto. E o impacto positivo disso na minha vida já foi enorme. Mal posso esperar pelo impacto que virá da definição completa! Por isso quis compartilhar esta experiência, para tentar ajudar outras pessoas a também usufruir do mesmo tipo de resultados que estou tendo. E isso, é parte do meu propósito. <img src='http://www.patriciamuller.com/101/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' />
</p>
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		<title>Feliz Ano Novo</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Jan 2007 00:43:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia</dc:creator>
		
	<category>Comunidade</category>
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		<description><![CDATA[Um pouquinho atrasada, queria desejar todos um Feliz 2007, com muitas conquistas e ítens riscados das suas listas!   Ao pessoal que começou o projeto em 2006, qual foi sua conquista mais importante? Qual foi aquele ítem da sua lista que você riscou com gosto e por que? Comentem.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Um pouquinho atrasada, queria desejar todos um Feliz 2007, com muitas conquistas e ítens riscados das suas listas! <img src='http://www.patriciamuller.com/101/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />  Ao pessoal que começou o projeto em 2006, qual foi sua conquista mais importante? Qual foi aquele ítem da sua lista que você riscou com gosto e por que? Comentem.
</p>
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		<title>Qual é o propósito da sua lista?</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Sep 2006 14:52:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia</dc:creator>
		
	<category>Artigos e dicas</category>
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		<description><![CDATA[Quando eu fui fazer minha lista, me deparei com uma série de perguntas. Acredito que todo mundo quando vai começar a escrever sua própria lista tenha a mesma experiência. É fácil listarmos as coisas que queremos comprar. É fácil lembrar das coisas que precisamos fazer, como ir a um médico ou dentista, por exemplo. Estes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando eu fui fazer minha lista, me deparei com uma série de perguntas. Acredito que todo mundo quando vai começar a escrever sua própria lista tenha a mesma experiência. É fácil listarmos as coisas que queremos comprar. É fácil lembrar das coisas que precisamos fazer, como ir a um médico ou dentista, por exemplo. Estes ítens rapidinho povoam nossas listas. Mas em seguida, bate aquele branco. &#8220;O que eu quero? O que eu preciso?&#8221; Eu passei por este processo e, sinceramente, ainda não consegui terminar minha lista. E não estou exatamente satisfeita com muitas das coisas que listei. Já vou explicar por que.</p>
<p>Eu acho que cada participante vê este projeto de uma forma diferente. Cada um tem um relacionamento específico com a sua lista. Eu vou contar qual é o meu relacionamento com a minha, por que eu acho que as perguntas acima estão erradas e como pretendo completar minha lista. Pode servir de exemplo pra alguém que pense como eu.</p>
<p>Eu vejo o projeto como um processo estruturado para:</p>
<ul>
<li>Auto-conhecimento: me conhecer melhor, aumentar meu nível de consciência sobre meus próprios sonhos, meus objetivos de vida, minhas prioridades, meus valores, etc.</li>
<li>Organizar estes pensamentos de uma maneira estruturada, de forma que eu possa manter uma perspectiva de conjunto e de como as coisas se inter-relacionam.</li>
<li>Manter controle e perspectiva sobre as coisas que conquisto. Considero esta parte fundamental, porque enxergar as próprias conquistas nos dá a medida exata dos nossos esforços, bem como a motivação para continuar.</li>
</ul>
<p>No fundo, é apenas isso. Um processo estruturado, uma metodologia, como você preferir. Mas pra que? Qual é o objetivo maior?</p>
<p>Para mim, é me tornar uma pessoa melhor, mais consciente, mais forte e mais alinhada com meus propósitos de vida ao longo do processo. Este é o objetivo deste projeto para mim, pessoalmente. E eu acho que se você fizer uma reflexão séria antes de começar a escrever sua lista (ou até mesmo depois, altere algumas das suas metas se achar necessário, por que não?), vai acabar encontrando sentido neste conceito. A não ser que você veja sua lista apenas como uma lista de coisas a fazer. E se este é o propósito que o projeto tem para você, ele é tão válido quanto qualquer outro. Mas aí, você estaria desperdiçando uma chance de otimizar o processo ao seu favor e, ao final dos 1001 dias poder olhar pra trás e pensar: &#8220;Uau, quantas mudanças positivas eu fiz na minha vida! Quanto eu cresci com isso!&#8221;</p>
<p>Nem todo mundo vai se identificar com este enfoque. Ele é lógico para mim porque sou uma pessoa que busca crescimento pessoal constantemente. Então enxergar o projeto desta forma é natural dentro da minha lógica. Eu não espero que todo mundo que participa do projeto tenha o mesmo enfoque e, evidentemente, não existe qualquer regra quanto a isso. Cada um usa o processo como melhor lhe convém. Mas eu acredito que algumas pessoas encontrem o mesmo sentido nisso tudo. Se você é uma destas pessoas, continue lendo.</p>
<p>Em entrevistas de emprego, é comum o entrevistador nos perguntar: &#8220;Onde você se vê daqui a cinco anos?&#8221; Aí damos aquelas respostinhas corporativas que só têm sentido dentro do ambiente profissional, mas que no fundo não dizem muito - e eu, particularmente, vejo como extremamente limitantes. Esqueça isso. Tome distância da sua realidade atual e olhe de fora, como um todo. Analise como as diversas áreas da sua vida se inter-relacionam. Como a sua saúde está afetando sua vida profissional? Como seu trabalho influencia sua vida social e familiar? Faça esta análise para ter um diagnóstico claro de como sua vida é <strong>hoje</strong>. Então, volte um pouco no tempo e pense em quanto da sua situação atual, como um todo, reflete as expectativas que você tinha para sua vida um ano atrás. Dois anos atrás. Cinco anos atrás. Vá ainda além: de quem eram estas expectativas? Suas ou de outras pessoas? Seja crítico(a). Se você vai gastar 1001 dias da sua vida buscando determinadas coisas, é melhor que você tenha uma idéia muito clara de quem você é hoje, como você chegou até aqui (erros e acertos, padrões de comportamento que talvez você precise mudar) para, então, poder definir um rumo consciente.</p>
<p>Se, ao fazer sua lista, você simplesmente se pergunta &#8220;O que eu quero? O que eu preciso?&#8221;, você está se fazendo perguntas limitadoras. É claro que você precisa saber o que quer, mas precisa ampliar esta pergunta a um contexto maior se quiser ganhar a perspectiva necessária para compreender quais são as coisas que vão te possibilitar crescimento pessoal e congruência com seus propósitos. E saber o que você quer e definir seus propósitos de vida é mais complexo do que parece. Eu escrevi no meu blog <a title="Quas são seus sonhos?" target="_blank" href="http://www.sinestesia.co.uk/blog/?p=561">um post falando sobre sonhos</a>, questionando o quanto somos condicionados a achar que querermos coisas para nossas vidas e o quanto a falta de questionamento sobre isso pode criar frustrações. Passe por lá se tiver interesse em ler sobre isso, pode te ajudar neste processo de definir seus propósitos.</p>
<p>Mas mesmo que você ache que isso é ir um pouco além do que você quer neste momento, ao menos faça uma análise honesta da sua situação atual e de onde realmente você quer chegar. E para definir onde você quer chegar, pergunte-se coisas como: &#8220;Como eu quero estar me sentindo em 1001 dias? Quais são as coisas que eu preciso mudar na minha situação atual, que são incongruentes com o que eu quero pra minha vida? O que eu posso fazer para me desafiar a me tornar uma pessoa melhor, mais forte, mais consciente? Quais pequenas mudanças eu posso fazer na minha vida no curto prazo para melhorar minha qualidade de vida? Como eu posso contribuir de alguma forma em alguma área? Em que áreas da minha vida eu estou me auto-sabotando e criando resultados negativos? Quais são meus medos e quanto eles estão limitando minhas possíveis conquistas e como eu posso enfrentar e vencer estes medos?&#8221; Enfim&#8230; Faça perguntas que desafiem seu potencial e as responda de forma honesta. Você vai ver que novos ítens para sua lista vão começar a surgir como água e, mais importante, de uma forma muito mais crítica e, portanto, com maior potencial de criar mudanças relevantes pra você. Pode ser - e provavelmente será - um processo mais longo, como está sendo pra mim (por isso minha lista não está completa). Mas o resultado será também mais recompensador.</p>
<p>Outra coisa que pode acontecer se você optar por dar esta direção para sua lista é você notar que alguns dos ítens que já listou deixam de fazer sentido. Substitua estes ítens por outros que resultarem desta reflexão. Sua lista não está registrada em cartório, ela é um guia para te manter na direção certa, com foco. Mude o que for necessário, as decisões são suas, a vida é sua, os resultados serão seus. <img src='http://www.patriciamuller.com/101/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>No entanto, nada disso significa que sua lista precise ser um &#8220;tratado filosófico&#8221;. Na verdade, o que muda é o propósito por detrás dos ítens, não necessariamente os ítens em si. A lista de uma pessoa que passa por este processo pode soar muito parecida com uma lista de uma pessoa que simplesmente anotou coisas que quer fazer sem nenhum tipo de reflexão mais aprofundada. No fim, listamos coisas como &#8220;ir ao médico tal&#8221;, &#8220;fazer mudanças na dieta&#8221;, como metas que vão refletir em qualidade de vida, mais energia, etc. E isso pode ser crítico para que você consiga alcançar outras coisas, por exemplo. E isso vale pra tudo, você pode precisar comprar coisas para atingir seus objetivos e assim por diante. O que torna estas metas diferentes, portanto, é a intenção por detrás delas.</p>
<p>Eu já completei vários ítens da minha lista. Alguns deles, se eu fosse começar o projeto hoje, eu provavelmente nem teria listado. Mas estou satisfeita por ter realizado uma boa parte deles. Outros, ainda em aberto, eu vou manter. Outros eu vou substituir. E como resultado do processo que descrevi acima, vou acrescentar novos - e, no meu caso, esta reflexão está sendo looooooonga&#8230; e bem aprofundada (na verdade, ela estaria acontecendo independentemente do projeto pra ser sincera). Mas o mais interessante disso tudo é que o processo em si de definir ítens pode ser incrivelmente rico, se feito da maneira certa. Poranto, se você, assim como eu, vê neste projeto uma oportunidade de crescimento pessoal, não tenha pressa. Faça sua lista com calma. Ela nem precisa estar completa para que você possa postar seu link. A <strong>minha</strong> não está! rs</p>
<p>Enfim&#8230; Queria ouvir opiniões. Que propósito você dá à sua lista? Este artigo mudou sua perspectiva de alguma forma?</p>
<p>Bom fim-de-semana para todos. <img src='http://www.patriciamuller.com/101/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />
</p>
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		<title>Procrastinação</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Sep 2006 11:19:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia</dc:creator>
		
	<category>Artigos e dicas</category>
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		<description><![CDATA[No espírito de começar a escrever artigos que ajudem os participantes do projeto com algumas dicas para completarem suas metas, como falei no post anterior, resolvi hoje escrever sobre procrastinação, algo que freqüentemente nos impede de começar a tomar atitudes efetivas na direção daquilo que queremos realizar.
É comum as pessoas terem uma certa tendência a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No espírito de começar a escrever artigos que ajudem os participantes do projeto com algumas dicas para completarem suas metas, como falei <a href="http://www.patriciamuller.com/101/?p=12">no post anterior</a>, resolvi hoje escrever sobre procrastinação, algo que freqüentemente nos impede de começar a tomar atitudes efetivas na direção daquilo que queremos realizar.</p>
<p>É comum as pessoas terem uma certa tendência a adiar coisas que consideram chatas, dolorosas, difíceis, complicadas, etc, até o último minuto. Pessoas mais motivadas, mais conscientes e mais organizadas aparentemente lidam melhor com isso. Mas em algum nível, todos nós procrastinamos em algum momento, em alguma área da nossa vida. E há vários possíveis motivos pelos quais fazemos isso, tais como baixo nível de energia, alto nível de stress, saúde debilitada, medo, receio, preguiça, até mesmo um pouco de rebeldia quando olhamos para algo que nos soa como obrigação.</p>
<p>O problema com a procrastinação é que ela se auto-alimenta. Especialmente quando ela está associada ao medo. Mas de uma forma geral, quanto mais adiamos algo, mais resistentes ficamos a iniciar a tarefa em questão. Até que, obviamente, chega um ponto em que adiar deixa de ser uma opção e somos obrigados a correr atrás do prejuízo. No trabalho é mais complicado deixar coisas pra última hora, porque além de haver a presença constante da consciência da responsabilidade e pessoas cobrando resultados, as conseqüências da procrastinação podem ser drásticas e até mesmo custar seu emprego. Então, as pessoas tendem a ser mais conscientes e pró-ativas neste sentido no ambiente de trabalho. Mas e na sua vida pessoal?</p>
<p>É importante lembrar que, assim como no trabalho, as conseqüências da procrastinação na nossa vida pessoal também existem - e se manifestam nas mais diversas formas, afetando nossa qualidade de vida, nossa saúde, nossos sonhos, nossas finanças, etc. No entanto, ao invés de focar este artigo em questões de produtividade e nas coisas chatas que temos que fazer no nosso dia-a-dia, eu quero que você pense neste assunto tentando se conscientizar sobre quais são os prejuízos que a sua vida sofre toda vez que você deixa de fazer HOJE algo que pode tornar sua vida melhor amanhã.</p>
<p>Muita gente adota uma linha de pensamento totalmente auto-enfraquecedora dizendo a si mesmo: &#8220;Se eu fosse mais rico (ou mais magro, ou mais saudável, ou mais bem-relacionado, ou menos ocupado, ou menos rodeado de pessoas idiotas, etc, etc, etc&#8230;) minha vida seria muito melhor&#8221;. Esta linha de pensamento, além de enfraquecer nossa energia, acaba também instruindo o sub-consciente de que <strong>1)</strong> você não tem controle sobre sua vida, <strong>2)</strong> você tem pouco ou nenhum poder de mudar sua situação e <strong>3)</strong> que sua felicidade está obrigatoriamente atrelada a coisas que você não tem ou não é (o que não é necessariamente verdade, tudo depende da sua perspectiva). E, se você diz este tipo de coisa a si mesmo o tempo todo, você reforça a noção de impotência e acaba acreditando que é vítima de situções, sem perceber que, na verdade, a única pessoa que tem poder de causar transformações na sua vida é você mesmo(a). Assim, você reduz o seu nível de consciência sobre a sua própria vida e, por acreditar ser vítima das circunstâncias, acaba realmente sendo. Você delega o controle da sua vida para as circunstâncias. E, acredite, não fazer nada para mudar sua vida se você não está feliz com a sua situação e viver passivamente é uma <span style="font-weight: bold">decisão</span>, tanto quanto tomar atitudes na direção de mudanças, quer você goste disso, perceba isso ou não.</p>
<p>O que isso tem a ver com procrastinação? Tudo! No momento em que você delega o controle da sua vida para as circunstâncias e adota uma postura negativa e passiva, isso começa a comprometer a sua habilidade de agir em benefício próprio - e você tende a adiar cada vez mais as coisas. E sua situação se perpetua. E você continua reclamando e se sentindo cada vez mais vítima e mais impotente. E o ciclo recomeça e se repete indefinidamente.</p>
<p>Trazendo isso para o contexto do nosso projeto: nossas listas contêm 101 coisas que devem ser feitas em 1001 dias. 1001 dias é tempo pra caramba. Mas 101 coisas também é coisa pra caramba. Quais destas coisas você vem protelando? E quais destas coisas que você vem adiando têm um grande potencial de trazer melhorias significativas para a sua vida?</p>
<p>Eu vou sugerir um método que pode trazer bons resultados se você estiver disposto(a) a seguir. Tem funcionado pra mim, muito embora eu tenha feito isso intuitivamente.</p>
<p>Olhe a sua lista, ítem por ítem. Escolha 5 das 101 coisas que você acha que trarão resultados positivos significativos para a sua vida (inclua pelo menos um ítem que vá causar melhoria na sua qualidade de vida). Divida estas 5 coisas entre 3 coisas fáceis ou relativamente fáceis de realizar no curto prazo (isso é importante!) e 2 coisas com um nível de dificuldade maior. Durante uma semana, dê ao menos um passo no sentido da realização de cada uma destas metas, por menor que seja. Se, por exemplo, uma destas metas é doar as roupas que você não usa mais, comece tirando do guarda-roupas 5 peças. E deixe-as em um local visível, que vá te lembrar constantemente do próximo passo, que pode ser doar as 5 peças ou tirar mais peças do guarda-roupas. Para as 2 metas mais complexas ou mais difíceis, faça o mesmo. Dê ao menos um passo, proativamente, na direção da realização destas metas. Se você quiser, designe 15 minutos por dia, marcados no relógio, para cada passo. E como são 5 tarefas, em uma semana você pode usar 15 minutos num dia para uma tarefa, 15 minutos no outro para outra tarefa e assim sucessivamente (e ainda sobram 2 dias para &#8220;descansar&#8221;. <img src='http://www.patriciamuller.com/101/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> ). Não é muito, certo? Facinho, olhando desta perspectiva. É crítico, portanto, se você tem uma certa tendência à procrastinação, não olhar para cada tarefa como um todo num primeiro momento, porque isso pode te trazer sensações de preguiça, apreensão, medo, ou quaisquer outras coisas que normalmente te impedem de começar a tarefa em questão. Então, concentre-se apenas no primeiro passo por enquanto. O que vai acontecer é que:</p>
<ol>
<li>Você vai se sentir ao menos um pouco realizado(a) e mais energizado(a) pelo simples fato de ter iniciado algo que é iportante pra você. E isso vai te dar um impulso para continuar dando os passos seguintes.</li>
<li>Na minha experiência, notei que o primeiro passo é o mais difícil. Uma vez vencida esta barreira, a tendência é que você, ao invés de dar apenas um pequeno passo, acaba se animando e fazendo mais do que inicialmente pretendia fazer. Mas não comece com isso em mente, concentre-se apenas em dar um pequeno passo, porque se você olhar para a tarefa como um todo esperando completá-la de uma só vez, você volta à estaca zero, sentindo a tentação de adiá-la.</li>
</ol>
<p>Faça esta experiência por uma semana. Se funcionar para você, utilize o mesmo método para dar os passos seguintes, ainda dentro das mesmas metas, até que elas se completem. E depois volte aqui no blog para contar quais foram seus resultados - mesmo que não tenham sido satisfatórios. Vamos debater e acrescentar idéias. Cada pessoa é motivada de uma forma, o que funciona para uma pode não funcionar para outra, então quanto mais idéias e experiências conseguirmos juntar, maiores são as chances de que encontremos soluções para a procrastinação que funcionem para o maior número de pessoas possível. Mas por favor, ao comentar este post, atenham-se ao foco da procrastinação, ok?</p>
<p>A relevância disso tudo é que, se você conseguir realizar ao menos 3 coisas (na verdade, apenas uma já seria um excelente começo) que melhorem sua qualidade de vida ou ao meonos te coloquem no caminho de um dia-a-dia ou de uma vida mais gratificante, isso servirá não somente para aumentar a sua energia para correr atrás das coisas mais difíceis, mas também lhe trará a sensação de maior controle sobre a sua realidade,  suas circunstâncias, sua vida. E este sentimento também se auto-alimenta, conforme  você se vê realizando mudanças e vendo resultados, sua auto-confiança e sua motivação também se elevam. Experiência própria.</p>
<p>Como nota pessoal, eu quero dizer que este ano pra mim tem sido uma enorme experiência/aprendizado no sentido de causar transformações na minha vida. Existe aquele provérbio que diz que de grão em grão a galinha enche o papo. E é verdade. Eu comecei o ano desorientada com relação a praticamente todas as áreas da minha vida. Rapidamente eu percebi que, antes de criar transformações significativas, eu precisava  cuidar de coisas básicas que fossem capazes de me permitir maior clareza, mais energia e mais equilíbrio. Eu vi que sem esta base eu não sairia do lugar. Quaisquer tentativas de promover mudanças maiores seriam uma sucessão de frustrações, porque eu não estava alinhada ou em harmonia com meu corpo e minha mente. Então eu priorizei estas coisas: comecei cuidando da minha saúde (isso foi fundamental para me dar mais energia), usando esta energia, comecei a ganhar mais clareza e conforme as coisas foram ficando mais claras, eu fui encontrando formas de achar equilíbrio. Somente com isso em ordem, eu fui capaz de começar outros tipos de transformações. E cada uma destas coisas aconteceu através de pequenos passos que, somados, fizeram uma enorme diferença. Eu ainda estou longe de causar todas as transformações que considero importantes na minha vida, mas hoje tenho uma idéia muito mais clara de quais mudanças são realmente relevantes para mim, estou dando passos reais na direção delas e a sensação de estar no caminho certo não tem preço. E, como eu disse, é tudo uma questão de escolha. Eu já escolhi viver passivamente, muito embora na época eu não tivesse total consciência de que isso era, <strong>sim</strong>, uma decisão, uma escolha. E os resultados foram péssimos, para dizer o mínimo. E suficientes para me mostrar que esta forma de lidar com a vida não é eficaz, é extremamente limitadora, tem um enorme potencial de perpetuar e piorar situações com as quais já não estamos satisfeitos pra começo de conversa e nos deixa parcialmente cegos com relação à nossa própria capacidade de transformação.</p>
<p>Então, a partir de hoje, se você vem vivendo passivamente, faça uma escolha consciente de tomar controle sobre sua vida e comece dando pequenos passos. Eles farão toda a diferença. <img src='http://www.patriciamuller.com/101/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' />
</p>
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		<title>A comunidade do projeto está aumentando</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Sep 2006 05:01:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia</dc:creator>
		
	<category>Sobre o Projeto</category>
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		<description><![CDATA[O projeto está crescendo, cada vez mais pessoas estão participando e postando seus links. Então, eu andei pensando que poderia ser interessante começar a escrever alguns artigos com dicas para ajudar as pessoas a cumprir metas. E também interessante seria poder ouvir as experiências dos participantes. Vou abrir um post exclusivamente para que as pessoas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O projeto está crescendo, cada vez mais pessoas estão participando e postando seus links. Então, eu andei pensando que poderia ser interessante começar a escrever alguns artigos com dicas para ajudar as pessoas a cumprir metas. E também interessante seria poder ouvir as experiências dos participantes. Vou abrir um post exclusivamente para que as pessoas postem suas experiências. Acho que agora que a massa crítica está aumentando, podemos transformar este blog em uma comunidade de verdade. Eu pessoalmente vejo o projeto como uma oportunidade de crescimento pessoal. Depende do enfoque que cada pessoa dá à sua lista, mas no fim, conquistar coisas importantes para a nossa vida, sempre representa crescimento pessoal em algum nível. Então, quero ver se consigo começar a escrever alguns artigos que possam ajudar naquelas metas mais difíceis de cumprir e também estou muito interessada em saber se fazer a lista está afetando positivamente a vida das pessoas. Eu aviso quando abrir o post para vocês postarem suas experiências e já tem um aberto para quem quiser postar dicas <a title="Poste suas dicas sobre o projeto." href="http://www.patriciamuller.com/101/?p=11">aqui</a>.
</p>
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